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Livros que comprei e nunca li.

Tanto tempo que não falo sobre livros aqui que fica até estranho. Mas vamos lá... Houve uma época na minha vida, num passado não muito distante, onde eu tinha dinheiro todo mês pra comprar livro em shopping. Era certo eu sair de lá ostentando meus incontáveis livros novos e cheirosos (AMO de paixão cheiro de livro novo!), me achando a RYCA, várias sacolas, culta, inteligente, etc blablabla porém felicidade de pobre dura pouco, né mores? Dinheiro acabou, livros nunca mais comprei e dos tantos que eu cheguei a comprar, muitos ficaram só de enfeite na minha prateleira. E é justamente sobre esses excluídos que vou falar aqui agora. Não sei A O N D E euzinha aqui estava com a cabeça quando comprei. Mas comprei. E eles ainda estão comigo. São eles: 1 . The Bling Ring - Nancy Jo Sales: Comprei esse livro interessadíssima em ler sobre a gang de jovens americanos que assaltava as mansões das celebridades mais TOPZERA dos EUA, em saber como eles entravam nas mansões, o que faziam, se ...

Quando você some

Quando você some, some também um pouco da minha vontade de continuar contigo. Desaparece você e o nosso companheirismo. Some você e toda a nossa cumplicidade. Quando você decide se afastar, eu me afasto um pouco também, porque eu fico sozinha de qualquer jeito, então parece que é melhor cada um pra um canto. Quando você me evita, eu evito a fadiga, o choro, o meu cansaço emocional. Evito te procurar. Evito perder tempo tentando te trazer de volta, porque você sempre se afasta mesmo e some de novo e me evita e desaparece. E desaparece junto a minha paciência. Some os sorrisos e as lembranças boas. Eu esqueço de como a sua companhia me faz bem e estranho quando te vejo voltando como se nada tivesse acontecido. Você volta, mas não volta por inteiro. É sempre com um pé aqui e outro na porta, pronto pra sair a qualquer momento. Pronto pra sumir de novo. E é por isso que quando você some, leva contigo parte do meu afeto, a parte bonita e pura que eu carrego e guardo só pra te dar. Aí você v...

Você vai, mas algo fica.

Olha. Por mim você não iria. Tem espaço aqui nessa casa pra nós dois e dentro de mim tem mais espaço ainda. Não, eu não quero te fazer mudar de ideia, pode continuar arrumando as malas. Mas eu preciso que você saiba que eu gosto muito de você. Eu não consigo guardar rancor nenhum de você. Não sinta em relação a mim. Quando eu to sozinha, tudo o que eu lembro é dos nossos momentos felizes. Te ver arrumando a mala assim, decidido, acaba comigo.  Eu gosto da tua companhia. Gosto de adentrar a cozinha e te ver ali, esquentando o pão, servindo teu café. Gosto de passar pelo corredor e esbarrar no teu cheiro. Gosto de chegar da rua e te ver largado no sofá da sala, assistindo jogo. Meio que me conforta saber que você tá perto. Você vai, mas vai ficar sempre aqui na minha lembrança, nas minhas fotos armazenadas no HD externo. Entendo que você precise ir para melhorar esse clima ruim que se formou entre a gente, na tentativa de salvar pelo menos a amizade, então além de levar na mala ...

Razão x emoção

Eu acordo e quero te ligar. Quero falar da falta que você faz. Respiro fundo e me vem à cabeça as coisas que você anda fazendo ou dizendo desde a última vez que falamos. Desisto. Você está exatamente do jeito que queria: sendo a atração de outras mulheres, jogando seu papinho de conquistador e chamando a atenção delas. Passa um tempo e me bate a saudade outra vez. Falta alguma coisa. E é você. Tudo dá errado. Quero correr pro teu colo e ficar la até que tudo passe, com teu abraço me aquecendo e tua voz dizendo que vai ta sempre comigo. Mas não tenho mais seu colo pra correr. Você ta muito bem, obrigado. Nunca se deixou abater, nunca foi de sentir falta ou demonstrar amor. Você nunca me amou de verdade. Você se esforçou pra retribuir o que eu sentia mas nunca conseguiu. Porque sempre foi fácil pra você abrir mão e seguir sua vida sem mim. E quem é que consegue ficar longe de quem se ama? É estranho a gente não ser o amor da vida do amor da nossa vida. Eu juro que eu queria voltar pra vo...

Madrugada nossa.

Duas da manhã e sinto teu corpo quente. Você chega e me abraça. E assim fica. Nos detalhes te sinto meu. Tua respiração serena ao pé do ouvido me transmitindo paz. Tuas mãos que envolvem as minhas e transmitem segurança. Teu cheiro que passeia ao nosso redor e me deixa mais leve. Tua barba passando levemente pela minha pele e me arrepia os pelos. Nossos corpos que se encaixam. No silêncio do nosso quarto ouço as batidas que vêm do teu peito e entram em harmonia com as batidas que saem do meu coração. Não quero que amanheça. Porque eu moraria o resto da vida num abraço teu.

A verdade é que você faz falta aqui

Pode parecer fácil toda essa espera. Falo de você e sorrio. Me encho de orgulho ao falar sobre nossos planos. Me empolgo ao imaginar nossas futuras viagens ou reuniões em família. Digo que te espero agora e esperarei o tempo que for. Mas é uma espera longa  e solitária.É dificil, confesso. É difícil acordar e não ter o teu abraço. Sair para os lugares sempre sem a tua companhia. Deitar no sofá numa madrugada fria e chuvosa e não poder me esquentar no teu peito enquanto passa na televisão nossa série preferida. É difícil nunca ter você. Ver casais de namorados passeando pelas praças e shoppings sempre sorridentes e ter que me contentar com sua foto na tela do celular. Ouço de todo mundo que isso é perda de tempo e você também ouve. mas essa foi a nossa escolha, não foi? Foi opção nossa abrir mão de qualquer outro possível romance, com qualquer outra pessoa no mundo, só para que possamos estar juntos um dia. Você e eu. Eu sou feliz contigo mesmo na distância, mas você faz muita fal...

Sem rumo

Peguei a mochila e saí. Eu já não tinha amigos e nem paciência. Guardei algumas roupas e meti o pé na estrada. Trouxe a câmera, uns trocados e uma carteira de cigarro. Deixei tudo para trás. Fui buscar liberdade, sossego, história. Sozinha. No celular as mensagens chegavam de diversos números, mas eu queria distância. Gostava de correr riscos. Antes de sair deixei um recado na porta da geladeira para minha mãe. “Logo eu volto. Mas não sei quando. Ficarei bem, prometo. Fique também”. Enfrentei frio e chuva, calor e fome. Encontrei lagoas e lagos. Me banhei em água fresca e cachoeiras de água morna. Senti medo, mas não quis voltar. O mapa tava na mão. Eu nem sei aonde estava indo. Ouvi histórias pelo caminho. Pedi abrigo, fotografei em troca de umas moedas. Emagreci. Engordei. E segui. O choro era constante e eu ainda estava me adaptando à nova rotina. Porque essa era a minha vida agora. Continuo andando. Quem sabe um dia alguém me encontra e me faz ter vontade de ficar pra sempre. Quem...