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Quando você some

Quando você some, some também um pouco da minha vontade de continuar contigo. Desaparece você e o nosso companheirismo. Some você e toda a nossa cumplicidade. Quando você decide se afastar, eu me afasto um pouco também, porque eu fico sozinha de qualquer jeito, então parece que é melhor cada um pra um canto. Quando você me evita, eu evito a fadiga, o choro, o meu cansaço emocional. Evito te procurar. Evito perder tempo tentando te trazer de volta, porque você sempre se afasta mesmo e some de novo e me evita e desaparece. E desaparece junto a minha paciência. Some os sorrisos e as lembranças boas. Eu esqueço de como a sua companhia me faz bem e estranho quando te vejo voltando como se nada tivesse acontecido. Você volta, mas não volta por inteiro. É sempre com um pé aqui e outro na porta, pronto pra sair a qualquer momento. Pronto pra sumir de novo. E é por isso que quando você some, leva contigo parte do meu afeto, a parte bonita e pura que eu carrego e guardo só pra te dar. Aí você volta, mas ela não vem junto, porque depois que se deixa escapar entre os dedos, essa parte boa desgasta e nunca mais volta a ser como antes. Ela enfraquece. Então eu te peço: não some. A gente suporta junto todo o peso. Fica aqui quando o clima tiver ruim, nem que seja calado e pensativo. Mas não me evita. Não desaparece. Porque cada vez que você some, leva junto a minha certeza de que fomos feitos um para o outro e toda a minha esperança de que realmente vamos dar certo.

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