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Era uma vez o amor

Você foi o meu amor de verão mais longo e bonito. Era uma tarde ensolarada, que clamava por um passeio no bosque acompanhado de sorvete. Em meio a tantas fotos de crianças e cachorros, meu zoom alcançou você. Inventei qualquer desculpa para uma breve aproximação e você entrou no meu jogo. A princípio, os dois jogaram e não houve empate. Nós dois saímos ganhando. Eu detestava ir à praia, mas gostava de ver a forma como você e ela se davam bem. Teu corpo bronzeado era só um detalhe.

Eu gostava da tua companhia e do bem que ela fazia à minha saúde emocional. Você nunca me fez bem. O amor é uma coisa gostosa, mas que não faz bem. É uma espécie de droga, que você experimenta e te deixa capaz de cometer as maiores loucuras, adrenalina à mil. Quando o efeito passa... Bem, você sabe como o corpo e o coração da gente fica depois do efeito dessa droga de amor.

Vieram as outras estações e nós mantínhamos o mesmo calor da época de verão. Água de coco nenhuma era suficiente pra me hidratar quando estávamos longe. Sorvete nenhum era tão gostoso se comparado com o gosto do teu beijo. Nenhum guarda-sol era tão acolhedor quanto o teu abraço. E mantivemos essa sensação de namorados apaixonados durante o próximo e o próximo e o próximo verão. Até que um dia veio o inverno. E a chama que a gente achava que tinha, na verdade era uma faísca. E se apagou.

(Fiquei com preguiça de escrever o resto da história. Contentem-se)

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