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Nu.

As mãos dele em minha cintura me faziam lembrar da minha fragilidade feminina. Meu corpo pequeno e esguio envolvido por seus braços fortes, me deixavam quase que completamente vulnerável a ele e seus toques. Toques precisos, intensos, que despertavam o desejo de estar perto, de senti-lo mais perto, senti-lo dentro. Sua barba espinhava minha pele, provocando arrepios e aumentando minha profunda respiração, ao mesmo tempo em que sua própria respiração tornava-se mais forte e ofegante. Seus lábios nos meus provocavam deliciosos espasmos e uma gostosa sensação de satisfação, uma satisfação insatisfeita, que queria mais, buscava e ansiava por ele inteiro. Minhas mãos o apertavam e minhas unhas o arranhavam, deixando-o com marcas do desejo e prazer que tomavam conta de nós dois naquele momento. E nos minutos seguintes eu fui dele e ele meu. Sem compromisso. Sem sentimento. Apenas dois corpos entregues às fantasias de homem e mulher, sem pudor. Nossos corpos tornaram-se um só, feito peças de quebra-cabeça que se encaixam em perfeita harmonia. Peças que se separam depois, quando atinge-se o objetivo do jogo e ele, por fim, se encerra.

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