Quando é que você vai vir para que possamos fugir na
madrugada? Pegamos o carro e vamos para a estrada, ficar olhando as estrelas,
tentando acertar o nome de cada constelação. Eu não consigo achar meu caminho
me baseando na posição em que elas se encontram, mas eu tenho você como meu
guia e nunca me perco. Elas são testemunhas dos nossos beijos e das nossas
promessas; elas observam nossas mãos entrelaçadas enquanto estamos deitados em
cima do carro. O vento começa a soprar mais forte e você me abraça, me esquenta
e me deixa segura. Talvez o tempo mude, as estrelas desapareçam e as nuvens
comecem a cobrir o céu. Voltamos para casa debaixo de chuva, você dirigindo com
calma e a voz do Zé sendo nossa trilha sonora. Eu quero muito isso. Te digo
para parar numa avenida qualquer porque quero muito te dar um beijo. E você
para. Nos olhamos. Posso sentir tua respiração à medida em que teu rosto se
aproxima do meu. E eu consigo ser feliz nesse pouco tempo contigo. Ou pelo
menos imaginando que estamos assim. Eu, no seu colo, encostada no teu peito,
recebendo um pouco de cafuné, enquanto sinto teu perfume. Acho que não preciso
de muita coisa, sabe? Só que você venha ouvir Zé comigo numa noite chuvosa.
Minhas histórias que podem ser suas
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