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Nem sei.

Não me perguntes o que me tem ocorrido. Nem eu saberia responder. Mas é que de repente, do nada, essa sensação de vazio toma conta do peito; e aperta, e a dor escorre pelos olhos. Talvez estranhes, já que ando sempre tão sorridente; é para não perder o costume. Ninguém tem nada a ver com os problemas da gente, não é? Nem mesmo os responsáveis pelos nossos problemas. Talvez nem exista problema; é tudo fruto da imaginação. Encontro-me no fundo do poço, a um passo de desistir de tudo. Então a lembrança de uma criatura falante, pequenina e sorridente me revigora. 

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